sábado, 31 de julho de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010






Disciple- Slayer

Zumbidos desde a aurora do tempo
Compelidos a viverem suas vidas protegidas
Jamais teve alguem que pudesse alguma vez ter visto
Como um despertar de pura hipocrisia
Eu instigarei, eu libertarei sua mente
Mostrarei a você o que eu já sabia durante todo esse tempo

Deus odeia todos nós, Deus odeia todos nós
Você sabe que é verdade, Deus odeia esse lugar
Você sabe que é verdade, Deus odeia essa raça

Homicídio - Suicídio
O ódio cura, você poderá tentar isso uma vez
Aspirar pela paz com atos de guerra
A beleza da morte nós adoramos
Não tenho nenhuma fé me distraindo
Eu sei porque suas orações
Nunca serão atendidas

Deus odeia todos nós, Deus odeia todos nós
Porra, ele me odeia

Pessimista, terrorista, mirando o próximo alvo
Caos global alimentando a histeria
Corte a garganta, corte seu pulso
Atire em você pelas costas, uma caça legal
Abuso de drogas
Auto abuso procurando o próximo drogado
Soa como se o inferno estivesse se espalhando por todo os cantos
Eu estou esperando pelo dia em que o mundo inteiro morra

Eu nunca disse que queria ser um discípulo de Deus!
Nunca serei aquele que irá segui-lo cegamente

O homem fez o vírus que infecta o mundo
Bomba relógio humana de auto-destruição
O que aconteceria se não existisse nenhum Deus?
Você pensaria a mesma merda?
Perdendo sua vida em um lapso de fé cega
Levante a cabeça, você não pode ignorar o que eu digo
Eu tenho minha própria filosofia

Odeio todos igualmente
Você não tem como me impedir disso
Sem segregação - separação
Só eu, em meu mundo de inimigos

Eu nunca disse que queria ser um discípulo de Deus!
Nunca serei aquele que irá segui-lo cegamente
Nunca serei aquele que irá carrgar a cruz - discípulo

Eu rejeito essa porra de raça
Eu desprezo essa merda de lugar

sábado, 24 de julho de 2010

O Poeta


O poeta é um viciado.
Em dores e tormento.
Na falta de sono,
Viciado no vento.

Um fugitivo, ladrão...
de sonhos,
Um homem, que nunca cede o maldito perdão.

O poeta é um sonhador,
Conhecedor dos medos...
Sendo assim, um vilão.

O poeta expõe as dores,
Os sofrimentos...
Sem ter a quem temer.

E só espera a uma coisa...
A hora de morrer

Cálida e singela...
Opaca pelo tempo...E simples em seu gesto...
De iluminar de vermelho...
As paredes cinzas, de uma cidade sem vida...
Não me digas que eu mudo!
Tu que mudas o teu jeito de olhar...
Um dia, vês a Lua, como um farol..Que te guia em tua dor...
No outro...Vês a Lua, como uma espiã, que denuncia a sua beleza, a quem olha no teu sorriso iluminado.

Olhas para mim com pureza...
Com inocência...
Com pureza...E vês...
Que sou somente aquilo...
Que um dia clamou, e gritou
Nos teus momentos de dor...

Oque tu chamas de sonho?

Um sonho..Meu sonho... Andar por entre mares...E não ser atingida,
Por aquelas, rebeldes ondas...

Meu sonho...
Viajar...Sem medo... Viajar, por entre labaredas e não ser molestada...

Meu sonho...
Brilhar...Com força...Iluminando a alma, daqueles abandonados...

Meu sonho...
Ser livre!
_Gritar, sonhar....Poder sangrar, sem ninguém vir me falar...
- Criança..Pare de chorar...

sábado, 17 de julho de 2010

Lágrims de Sangue

Ao pé das aras, ao clarão dos círios,
Eu te devera consagrar meus dias...
Perdão, meu Deus! perdão...
Se neguei meu Senhor nos meus delírios
E um canto de enganosas melodias
Levou meu coração!

Só tu, só tu podias o meu peito
Fartar de imenso amor e luz infinda
E uma saudade calma!
Ao sol de tua fé doirar meu leito
E de fulgores inundar ainda
A aurora na minh’alma.

Pela treva do espírito lancei-me,
P’ras esperanças suicidei-me rindo...
Sufocando-as sem dó...
No vale dos cadáveres sentei-me
E minhas flores semeei sorrindo
Dos túmulos no pó.

Indolente Vestal, deixei no templo
A pira se apagar! na noite escura
O meu gênio descreu...
Voltei-me para a vida... só contemplo
A cinza da ilusão que ali murmura:
Morre! — tudo morreu!

Cinzas, cinzas... Meu Deus! só tu podias
À alma que se perdeu bradar de novo:
— Ressurge-te ao amor!
Macilento, das minhas agonias
Eu deixaria as multidões do povo
Para amar o Senhor!

Do leito aonde o vício acalentou-me
O meu primeiro amor fugiu chorando...
Pobre virgem de Deus!
Um vendaval sem norte arrebatou-me,
Acordei-me na treva... profanando
Os puros sonhos meus!

Oh! se eu pudesse amar!... — É impossível!
Mão fatal escreveu na minha vida...
A dor me envelheceu...
O desespero pálido, impassível,
Agoirou minha aurora entristecida,
De meu astro descreu...

Oh! se eu pudesse amar! Mas não: agora
Que a dor emurcheceu meus breves dias,
Quero na cruz sanguenta
Derramá-los na lágrima que implora,
Que mendiga perdão pela agonia
Da noite lutulenta!

Quero na solidão... nas ermas grutas
A tua sombra procurar chorando
Com meu olhar incerto...
As pálpebras doridas nunca enxutas
Queimarei... teus fantasmas invocando
No vento do deserto.

De meus dias a lâmpada se apaga,
Roeram meu viver mortais venenos,
Curvo-me ao vento forte:
Teu fúnebre clarão que a noite alaga,
Como a estrela oriental, me guie ao menos
‘ Té ao vale da morte!

No mar dos vivos o cadáver bóia,
A lua é descorada como um crânio,
Este sol não reluz...
Quando na morte a pálpebra se engóia,
O anjo desperta em nós e subitânio
Voa ao mundo da luz!

Do val de Josafá pelas gargantas
Uiva na treva o temporal sem norte
E os fantasmas murmuram...
Irei deitar-me nessas trevas santas,
Banhar-me na friez lustral da morte,
Onde as almas se apuram!

Mordendo as clinas do corcel da sombra,
Sufocado, arquejante passarei
Na noite do infinito...
Ouvirei essa voz que a treva assombra,
Dos lábios de minh’alma entornarei
O meu cântico aflito!

Flores cheias de aroma e de alegria,
Por que na primavera abrir cheirosas
E orvalhar-vos abrindo?
As torrentes da morte vêm sombrias,
Hão de amanhã nas águas tenebrosas
Vos arrastar bramindo.

Morrer! morrer! — É voz das sepulturas!
Como a lua nas salas festivais
A morte em nós se estampa!
E os pobres sonhadores de venturas
Roxeiam amanhã nos funerais
E vão rolar na campa!

Que vale a glória, a saudação que enleva
Dos hinos triunfais na ardente nota
E as turbas devaneia?
Tudo isso é vão e cala-se na treva...
— Tudo é vão, como em lábios de idiota
Cantiga sem idéia.

Que importa? quando a morte se descarna,
A esperança do céu flutua e brilha
Do túmulo no leito:
O sepulcro é o ventre onde se encarna
Um verbo divinal que Deus perfilha
E abisma no seu peito!

Não chorem! que essa lágrima profunda
Ao cadáver sem luz não dá conforto...
Não o acorda um momento!
Quando a treva medonha o peito inunda,
Derrama-se nas pálpebras do morto
Luar de esquecimento!

Caminha no deserto a caravana,
Numa noite sem lua arqueja e chora...
O termo... é um sigilo!
O meu peito cansou da vida insana,
Da cruz à sombra, junto aos meus, agora,
Eu dormirei tranqüilo!

Dorme ali muito amor... muitas amantes,
Donzelas puras que eu sonhei chorando
E vi adormecer...
Ouço da terra cânticos cânticos errantes
E as almas saudosas suspirando
Que falam em morrer...

Aqui dormem sagradas esperanças,
Almas sublimes que o amor erguia...
E gelaram tão cedo!
Meu pobre sonhador! aí descansas,
Coração que a existência consumia
E roeu em segredo!

Quando o trovão romper as sepulturas,
Os crânios confundidos acordando
No lodo tremerão...
No lodo pelas tênebras impuras
Os ossos estalados tiritando
Dos vales surgirão!

Como rugindo a chama encarcerada
Dos negros flancos do vulcão rebenta
Golfejando nos céus,
Entre nuvem ardente e trovejada
Minh’alma se erguerá, fria, sangrenta,
Ao trono de meu Deus...

Perdoa, meu Senhor! O errante crente
Nos desesperos em que a mente abrasas
Não o arrojes p’lo crime!
Se eu fui um anjo que descreu demente
E no oceano do mal rompeu as asas,
Perdão! arrependi-me!

PÁGINA ROTA- ÁLVARES DE AZEVEDO

Meu pobre coração que estremecias,
Suspira a desmaiar no peito meu:
Para enchê-lo de amor, tu bem sabias
Bastava um beijo teu!

Como o vale nas brisas se acalenta,
O triste coração no amor dormia;
Na saudade, na lua macilenta
Sequioso ar bebia!

Se nos sonhos da noite se embalava
Sem um gemido, sem um ai sequer,
E que o leite da vida ele sonhava
Num seio de mulher!

Se abriu tremendo os íntimos refolhos,
Se junto de teu seio ele tremia,
E que lia a ventura nos teus olhos,
É que deles vivia!

Via o futuro em mágicos espelhos,
Tua bela visão o enfeitiçava,
Sonhava adormecer nos teus joelhos...
Tanto enlevo sonhava!

Via nos sonhos dele a tua imagem
Que de beijos de amor o recendia...
E, de noite, nos hálitos da aragem
Teu alento sentia!

Ó pálida mulher! se negra sina
Meu berço abandonado me embalou,
Não te rias da sede peregrina
Dest’alma que te amou...

Que sonhava em teus lábios de ternura
Das noites do passado se esquecer...
Ter um leito suave de ventura...
E amor onde morrer!

sábado, 3 de julho de 2010